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(veja nossa página sobre cordas de escalada)

Trançado tubular

Este tipo de corda, que é trançada na forma de um tubo, é de longe a mais comum. Há diversos tipos de máquinas para trançado tubular. Uma das mais comuns, para cordas de pequeno e médio diâmetro, está exemplificada na Fig. 1. O processo de construção está explicado na legenda da foto. Uma vez que nestas máquinas de trançar os alimentadores (fusos) correm em direções opostas alternadamente, as pernas, e seus filamentos, correm também em espirais orientadas à esquerda e à direita. O trançar proporciona muito mais possibilidades de construção do que o torcer cordas. Uma das principais diferenças é o maior número de pernas que fazem a corda, p.ex. 6, 8, 12, 16, 20, 24 e até mais. O número máximo de pernas depende do número de fusos disponíveis na respectiva máquina de trançar. Maior o número de pernas, maior a densidade do trançado. A quantidade de espaço vazio no interior do tubo decresce com o número e o volume das pernas.

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(Fig.1)

Máquinas de trançar para a produção de corda trançada tubular. Os fusos com as bobinas de fio estão posicionados sobre um prato. Estes movem-se em uma serpentina que circundam-se entre si, provocando o entrelaçamento. As pernas são cruzadas de tal forma que cada uma passa alternadamente sobre e sob uma ou mais pernas. Metade dos fusos movem-se em uma direção e a outra metade na direção oposta. (Himmelfarb)
Todos se movem ao redor de um mesmo centro. Deste centro uma alma pode ser introduzida entre as pernas, no ponto de trançado (aonde o tubo é formado). As pernas saem das suas bobinas sob tensão de pesos, molas ou ferrolhos. Do ponto de trançado a corda acabada é estirada por um grupo de polias e acumulada em um carretel de recolhimento. Há máquinas de trançar com um número diversificado de fusos (bobinas). Para a produção de cordas é mais comum o uso de 16 fusos. (Original)

Uma vez que o espaço vazio no centro cresce com o número, e menor título das pernas, cabe à alma o papel de conferir apropriada compactação e melhor seção circular à corda. Estas almas são normalmente similares às pernas usadas para produzir a corda, ou são pernas torcidas constituídas de filamentos retorcidos.

Outro material apropriado para constituir a alma são barbantes ou simples filamentos, ou ainda um conjunto de monofilamentos não torcidos ou filamentos contínuos. Em geral o material da alma poderá ter alguma participação no ganho de resistência a ruptura do trançado.

As pernas de uma corda trançada podem ser constituídas de um ou diversos filamentos. Estes podem também ser filamentos ligeiramente torcidos ou conjuntos de filamentos contínuos não torcidos, monofilamentos ou ráfia. Os mais comuns são filamentos ligeiramente torcidos no sentido paralelo ao eixo da perna. No objetivo de assegurar uma distribuição uniforme de resistência nas pernas, os filamentos da corda que correm em uma direção do trançado tem sentido de torção S (esquerda) e os que correm em sentido oposto tem torção Z (direita).