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(veja nossas páginas sobre cabos náuticos e cabos de ancoragem)


A manufatura de cordas torcidas, ainda hoje, é baseada, na grande maioria das vezes, na experiência prática dos produtores, o que vale também para a produção mecanizada, que vem crescentemente substituindo o trabalho manual.
Apesar de constatar-se que apenas alguns padrões de construção de cordas são suficientes para atender as exigências da grande maioria do mercado, com a introdução e crescimento das fibras sintéticas nas últimas décadas, somada à requisições excepcionais para aplicações específicas, tornaram necessária a complementação da experiência com a engenharia de construção das máquinas e estudos científicos das matérias-primas.
Há três tipos de cordas torcidas, quais sejam, cordas de três pernas, de quatro pernas e cabos torcidos.
Até hoje as etapas para produção de cordas torcidas eram: as fibras são reunidas e torcidas formando um filamento. Um conjunto de filamentos são torcidos juntos formando uma perna. Três ou quatro pernas são torcidos formando uma corda. No caso do cabo torcido tres (ou mais) destas cordas torcidas são torcidas juntas.
A técnica tradicional para retorcer filamentos em pernas, e pernas em cordas se utiliza de um carro (ou vagonete) montado sobre um trilho com aproximadamente 300 metros de comprimento. Este sistema produz cordas de aproximadamente 250 metros, medida comercialmente utilizada.
As novas tecnologias para produção de cordas torcidas permitem executar duas etapas (formar a perna, e torcer as pernas para formar a corda) numa única operação, tudo em um espaço de no máximo 15 metros de comprimento, e com a capacidade de produzir cordas de até 7.200 metros de comprimento e 20 mm de diâmetro (SIMA 600).

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(cordoeira contínua SIMA 600)

Os tipos mais comuns de construção de cordas torcidas são três pernas e quatro pernas. Uma vez que as enormes forças de compressão que surgem durante o processo de torção da corda deformam as pernas, a seção da corda apresenta uma forma mais para elíptica que circular.
Nas cordas de três pernas dificilmente temos um espaço vazio entre as pernas, devido as enormes forças de compressão surgidas durante o processo de produção da corda. Cordas de quatro pernas possuem um espaço maior no centro. De forma a suportar deformações quando submetidas a carga, nas cordas de quatro pernas, com mais de 12 mm de diâmetro, este vazio é preenchido com uma alma. Esta alma é formada por 25% dos filamentos que constituem uma perna, sendo do mesmo material. Comulmente é formada como uma perna, podendo ser constituída também por sobras de filamentos ou de material retorcido.